sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

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Eis que surgia em seus olhos um mundo de oportunidades. Caminhou rapidamente até a rodoviária mais próxima, pegou o ônibus para a capital, (só a capital possuia aeroporto). O dinheiro era curto, as vontades, enormes.
Viajou por horas, pensando em tudo que poderia acontecer em sua vida. Ao seu lado, sentou uma senhora, cabelos brancos e mal penteados, roupas rasgadas e com um péssimo cheiro. Durante as primeiras horas, ainda era suportável a convivência, porém, conforme o sol aquecia a estrada, as cabeças ferviam, as roupas esquentavam e a convivência se tornava algo desgraçado.
Popimpong levantou-se, queria desaparecer, voltar para casa, sumir, morrer, ou pelo menos, quebrar seus próprio nariz, foi até o banheiro do ônibus e lá ficou. Em pé, pensando, analisando e querendo cometer um milhão de atrocidades com aquela senhora. Ainda faltava muito para a capital, e Popimpong não aguentava mais ficar em pé no banheiro (que também não tinha um cheiro muito agradável) e também, toda hora, alguém batia na porta interrompendo seus pensamentos maléficos.
Enquanto alcançava o auge do seu sonho, afogando a velha em uma banheira perfumada, é interrompida por uma voz masculina: " Yo uso el cuarto de baño!"
Popimpong jogou uma água no rosto, abriu a porta, e ao erguer a cabeça deparou-se com um homem magro, pele branca, olhos castanhos e cigarro na boca. Popimpong sentiu vontade de falar algo, quem sabe um " hola cómo estás?" ou "Eres guapa" ou "¿Quieres casarte conmigo?" mas disse apenas "me puede dar un cigarrillo?"
Ele colocou a mão dentro da sua calça sem bolsos, e tirou uma carteira de cigarros vermelha. Popimpong, nunca havia colocado um cigarro na boca e nem lembrava mais daquela senhora com cheiro duvidoso...

2 comentários:

  1. MARRAAAA....AMIGA...QUAL A IDADE DELA?...FUMANNNNDO....RSRS....CIGARRILHO VERMELHO NEH...HEHEHE

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  2. Ahhh ela tava andando de metropolitano da Princesa né? pq me soou mt familiar

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