...Pronto. Popimpong não podia contar com ninguem. Apenas com a sua própria sorte. E que sorte heim. Seguiu o caminho contrário do rapaz, procurando uma saída. Pensava em como arrumar dinheiro. Já estava com fome, cansada. Agora teria que ficar um tempo na capital, os planos da viagem estão sendo adiados, mas Popimpong resolve não desistir. Qualquer coisa é melhor que aquela vida rural.
É tarde, aproximadamente 19:00h Popimpong decide sentar-se embaixo da porta de uma loja, enquanto o céu desaba gotas sob seu rosto.
Lá sentada, esperando, pensando no tudo e no nada, vê de longe a sombra de uma pessoa caminhando. Continua ali parada, já tinha perdido a esperança de receber a ajuda de alguem. Começa a escutar a pessoa se aproximando, correndo e quando Popimpong vira, vê a cigana correndo, fugindo da chuva. Popimpong corre atrás dela e segura a senhora pelo braço. "Quiero mis cosas!!!!" grita Popimpong. A senhora tenta se desprender da moça, mas não consegue. Com dois minutos Popimpong já havia retirado a mochila da senhora, e ainda mais um dinheiro que ela carregava em uma bolsinha de tricô.
Pronto, estava tudo resolvido. Sorrindo, Popimpong deixa a cigana no chão, e banhando-se com chuva, segue a procura de um restaurante.
"Una cerveza fría y una pasta con salsa de tomate!" Popimpong só queria pensar em esquecer o dia de hoje. Jantou, deliciando-se ao molho de tomates frescos. Continuou no restaurante. "Un wisky, un martini, una copa de vino, un tequila..."
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
...Ao abrir os olhos, Popimpong sente um enorme gelo em seu coração, um vazio tremendo, e o pior de tudo, uma imensa vergonha da sua atitude. Lá estava ela, com as mãos nos bolsos, caminhando contra o vento (sem lenço e sem documento).Estava andando pela rua, sem rumo, em busca de uma solução quando avistou o moço que lhe deu o cigarro. Saiu correndo em sua direção gritando: "chico, chico.. ¿me recuerdas?" o rapaz parou, olhou, analisou e infelizmente custou a reconhecer Popimpong. Ela não teria para ele o mesmo valor e não lhe causava o mesmo frisson. "Estaba en el autobús, que me dio un cigarrillo!" ela diz, como uma última tentativa. "sí sí, la chica que estaba con dolor de vientre y pasaba horas en el cuarto de baño!" disse o rapaz.Popimpong sorriu. Envergonhada, mas sorriu. Enfim ele reconheceu.Contou ao rapaz oque havia acontecido, como a cigana havia lhe roubado e ele pensava, quanta ingenuidade!"¿Qué vas a hacer ahora?" perguntou. Popimpong com os olhos navegando em lágrimas não sabia o que fazer. Seria muita pretensão pedir ajuda ao rapaz que mal conhecia. Aliás, que não conhecia. Sequer sabia seu nome. A única informação que tinha é que ele fumava cigarros de carteira vermelha.Pensou, pensou... analisando toda a situação que se encontrava, não tinha mais nada a perder."¿Me pueden ayudar?" O rapaz, ao olhar aqueles olhos castanhos que brilhavam, e brilhavam muito mais do que deveriam brilhar, sentiu uma enorme vontade de ajudá-la, mas não foi isso que aconteceu. Sem falar nada, virou as costas e seguiu seu caminho...
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
... o rapaz acendeu o cigarro na boca de Popimpong e ela, feliz sentou-se novamente. A viagem seguiu, e seu pescoço já doia pelo fato de ficar virada, observando cada movimento do rapaz. Chegando na capital, Popimpong pegou sua mochila, colocou nas costas e partiu rumo ao aeroporto. Uma cidade encantadora, aos olhos daquela menina que passava seus dias sob uma paisagem agrária. Prédios, carros, lojas, luzes, tudo aquilo agradava Popimpong.
Próximo a estação de metrô Popimpong é parada por uma cigana. Uma senhora de cabelos longos e brancos. Popimpong nunca havia visto uma cigana, colocou sua mochila no chão e deu ouvidos a senhora. "Soy capaz de leer tu fortuna" diz a cigana sussurrando em seu ouvido. "Con 5 el dinero puede contar sobre su futuro" Popimpong não pensou meia vez e foi abrindo a carteira. Acreditava fielmente que aquela sábia senhora poderia saber sobre todo o seu futuro. Entregou o dinheiro para a senhora que mandou-a estender a mão direita e fechar os olhos. Em apenas dois minutos a multidão avistava Popimpong sozinha, de olhos fechados e mão aberta. Sem mochila, sem dinheiro, sem o seu futuroe óbviamente, sem a cigana...
Próximo a estação de metrô Popimpong é parada por uma cigana. Uma senhora de cabelos longos e brancos. Popimpong nunca havia visto uma cigana, colocou sua mochila no chão e deu ouvidos a senhora. "Soy capaz de leer tu fortuna" diz a cigana sussurrando em seu ouvido. "Con 5 el dinero puede contar sobre su futuro" Popimpong não pensou meia vez e foi abrindo a carteira. Acreditava fielmente que aquela sábia senhora poderia saber sobre todo o seu futuro. Entregou o dinheiro para a senhora que mandou-a estender a mão direita e fechar os olhos. Em apenas dois minutos a multidão avistava Popimpong sozinha, de olhos fechados e mão aberta. Sem mochila, sem dinheiro, sem o seu futuroe óbviamente, sem a cigana...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
...
Eis que surgia em seus olhos um mundo de oportunidades. Caminhou rapidamente até a rodoviária mais próxima, pegou o ônibus para a capital, (só a capital possuia aeroporto). O dinheiro era curto, as vontades, enormes.
Viajou por horas, pensando em tudo que poderia acontecer em sua vida. Ao seu lado, sentou uma senhora, cabelos brancos e mal penteados, roupas rasgadas e com um péssimo cheiro. Durante as primeiras horas, ainda era suportável a convivência, porém, conforme o sol aquecia a estrada, as cabeças ferviam, as roupas esquentavam e a convivência se tornava algo desgraçado.
Popimpong levantou-se, queria desaparecer, voltar para casa, sumir, morrer, ou pelo menos, quebrar seus próprio nariz, foi até o banheiro do ônibus e lá ficou. Em pé, pensando, analisando e querendo cometer um milhão de atrocidades com aquela senhora. Ainda faltava muito para a capital, e Popimpong não aguentava mais ficar em pé no banheiro (que também não tinha um cheiro muito agradável) e também, toda hora, alguém batia na porta interrompendo seus pensamentos maléficos.
Enquanto alcançava o auge do seu sonho, afogando a velha em uma banheira perfumada, é interrompida por uma voz masculina: " Yo uso el cuarto de baño!"
Popimpong jogou uma água no rosto, abriu a porta, e ao erguer a cabeça deparou-se com um homem magro, pele branca, olhos castanhos e cigarro na boca. Popimpong sentiu vontade de falar algo, quem sabe um " hola cómo estás?" ou "Eres guapa" ou "¿Quieres casarte conmigo?" mas disse apenas "me puede dar un cigarrillo?"
Ele colocou a mão dentro da sua calça sem bolsos, e tirou uma carteira de cigarros vermelha. Popimpong, nunca havia colocado um cigarro na boca e nem lembrava mais daquela senhora com cheiro duvidoso...
Eis que surgia em seus olhos um mundo de oportunidades. Caminhou rapidamente até a rodoviária mais próxima, pegou o ônibus para a capital, (só a capital possuia aeroporto). O dinheiro era curto, as vontades, enormes.
Viajou por horas, pensando em tudo que poderia acontecer em sua vida. Ao seu lado, sentou uma senhora, cabelos brancos e mal penteados, roupas rasgadas e com um péssimo cheiro. Durante as primeiras horas, ainda era suportável a convivência, porém, conforme o sol aquecia a estrada, as cabeças ferviam, as roupas esquentavam e a convivência se tornava algo desgraçado.
Popimpong levantou-se, queria desaparecer, voltar para casa, sumir, morrer, ou pelo menos, quebrar seus próprio nariz, foi até o banheiro do ônibus e lá ficou. Em pé, pensando, analisando e querendo cometer um milhão de atrocidades com aquela senhora. Ainda faltava muito para a capital, e Popimpong não aguentava mais ficar em pé no banheiro (que também não tinha um cheiro muito agradável) e também, toda hora, alguém batia na porta interrompendo seus pensamentos maléficos.
Enquanto alcançava o auge do seu sonho, afogando a velha em uma banheira perfumada, é interrompida por uma voz masculina: " Yo uso el cuarto de baño!"
Popimpong jogou uma água no rosto, abriu a porta, e ao erguer a cabeça deparou-se com um homem magro, pele branca, olhos castanhos e cigarro na boca. Popimpong sentiu vontade de falar algo, quem sabe um " hola cómo estás?" ou "Eres guapa" ou "¿Quieres casarte conmigo?" mas disse apenas "me puede dar un cigarrillo?"
Ele colocou a mão dentro da sua calça sem bolsos, e tirou uma carteira de cigarros vermelha. Popimpong, nunca havia colocado um cigarro na boca e nem lembrava mais daquela senhora com cheiro duvidoso...
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Nascida e criada em um pequeno país Popimpong já viveu dias de glória e tristeza.Desde pequena trabalhou duro em plantações (que não citaremos), sempre uma vencedora, trabalhando duro, mal alimentada, subnutrida, um sofrimento sem tamanho.Acordava todos os dias muito, muito, cedo. Alimentava os porcos, resgatava as galinhas que haviam fugido do galinheiro, tirava o leite da vaca e penteava a crina do cavalo que adorava lhe dar coices matinais. Todas as manhãs Popimpong pensava " Buesta de vida." e assim, os dias iam se passando. Dia após dia, porco, cavalo, vaca e galinha.O pai de Popimpong, um transportador de mercadoria ilícita anão que quase nunca estava em casa (por conta de suas viagens) ao ver sua filha em estado lastimável de tristeza propõem que ela mude de vida radicalmente, começando por um país novo.A menina (já moça) enche os olhos de brilho e no mesmo instante arruma suas malas. O pai, tira uma quantia em dinheiro (fruto do mercado ilícito) e diz à filha. " Hija , aquí lo tiene el dinero. Él vaya Y él esté alegre" abraçou sua filha e ao soltá-la olhou diretamente no âmago do ser dos seus olhos e alertou: " Hacía no uso farmacia hacía no venta el cuerpo , hacía no material Y hacía no Robaba".A menina partiu...
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